Hipoglós não seria pomada pra assadura, dachshund não se chamaria COFAP, OMO não seria sabão em pó, e a moça do leite condensado? pra onde iria? refrigerantes teriam o mesmo rótulo, caldo de knorr não teria maggi; enfim… estes são alguns exemplos se vivêssemos em um mundo sem marcas. Já pensou?
Não haveria diferença entre os produtos.  Seria tudo uma coisa só  na mesma prateleira. Qual você escolheria? Não teria escolha. Não comprariamos os produtos pela marca, mas sim, pelo que realmente ele oferece.
A propaganda? sim, continuaria existindo. Tanto com apelo racional quanto emocional. Poderiamos comprar um produto pelas suas caracterÃsticas fÃsicas, nutricionais, pelo preço… E também pela sua idéia, afinal, chegaria uma época que preço não seria mais problema e saberiamos de có as caracterÃsticas racionais do produto. Por outro lado, quem bancasse a propaganda não estaria ajudando apenas a si mesmo, mas também aos seus concorrentes. Os empreendedores apoiariam certo cooperativismo. Por que juntos, poderiam criar ótimas propagandas e o resultado seria bom pra todo mundo. O criativo, como sempre, que se vire.
Os produtos teriam que passar por rigorosos testes de qualidade. Imagina você comprar dois refrigerantes de cola com sabores totalmente diferentes? Se o rótulo é o mesmo, o preço é o mesmo, o tamanho é o mesmo, o conteúdo também terá de ser o mesmo. Ou teria gente abrindo os produtos e provando no meio das lojas.
TerÃamos uma grande socialização dos produtos. Para o público, não existiria concorrência. Hoje eu compraria um refrigerante de um fornecedor, de uma certa fábrica, com certas pessoas trabalhando. Amanhã, comprando na mesma loja, poderia ser de um fornecedor totalmente diferente e eu nem saberia.
Aonde eu quero chegar? Perceba que não damos conta do quanto uma marca é importante pra nós. Ela representa muito mais do que um simples logotipo ou uma promessa racional. Muitas vezes uma marca se personifica e transmite emoção, afeto, carisma, caráter, presteza, etc. Estranho seria, com certeza, se vivêssemos num mundo sem marcas.


