na especulada economia do sec xxi, onde os bits são a bola da vez, dar coisas grátis – ou 99,8% grátis – torna-se algo cada vez mais comum. surge um novo paradigma de mercado, uma oportunidade disfarçada. e quem enxerga-la primeiro, sai na frente.
no mundo real, as idéias de grátis mais comuns são, muitas vezes, maquiadas para dar impressão de um bom negócio. compre 2 e leve 3, amostra grátis, compre um produto e ganhe um brinde. etc. puro marketing, os valores já estão inclusos nos produtos.
algumas empresas off-line inovam e, de fato, dão coisas grátis. os clientes da SampleLab, em tóquio, ganham até 5 Ãtens grátis a cada visita. velas, cartuchos de tinta, creme, jogos de vÃdeo-games, etc. tem de tudo, e tudo gira em torno de U$50. como isso é possÃvel? a maior parte da receita provém do aluguel dos espaços na prateleira da loja e do feedback dos clientes. interessante, não?
o fato é que de uma forma ou de outra, no mundo real, há um custo envolvido na produção e manutenção na qual precisam ser pagas. seja através de outro produto, seja através de um fornecedor, seja alguém que pague por você, etc.
aqui, mundo digital, o “grátis” se transforma em cada vez mais grátis. quando pegamos um livro, um vÃdeo, uma foto, ou qualquer informação que seja, e transformamos em bits, o custo de reprodução cai vertiginosamente. assim como a lei de moore afirma que o processamento dos computadores dobram – sem aumentar o custo – a cada dois anos, o preço da a largura de banda e o armazenamento caem tal rápido quanto. ou seja, isso faz com que o custo do youtube para postar um vÃdeo caia pela metade em 1 ano. isso faz com que, cada vez menos, o flickr gaste por uma foto postada lá.
ora, se meu preço de reprodução cai toda hora, a tendência é ser zero. pensando nisso, eu posso distribuir informação gratuita pra deus e o mundo. aqui, dinheiro não é importante, e sim, reputação e atenção dos usuários. foi não pensando nisso que muitas empresas foram a falência em 2001, na bolha da internet.
a maioria dos produtos do google, se não forem todos, são totalmente de graça pra ganhar atenção e reputação dos usuários. com isso ele – através dos links patrocinados – utiliza um estilo diferenciado para ganhar dinheiro e ser uma empresa bilionária.
o flickr, o rapidshare (vários shares), o eu vou passar, o financial times e vários outros serviços na internet desenvolveram a idéia do freemium pra ganhar dinheiro. eles disponibilizam serviços grátis pra maioria dos usuários. mas se você quiser uma coisinha a mais, você paga por isso. é a ideia que 5% dos usuários sustentam todo o resto.
enfim. “a informação quer ser livre” disse chris anderson. no mundo dos bits você não cobra por informação, seria injusto. notoriamente vemos isso. então pense, inove e desenvolva uma maneira de aproveitar essa oportunidade.
ps: boa parte das idéias deste post foram, meramente, furtadas de chris anderson, autor do livro free: grátis – o futuro dos preços e a cauda longa. por isso, coloquei a imagem do livro lá em cima. vale a pena ler.
calma, não é pra cortar o pescoço ninguém. a navalha de occam é uma linha de pensamento, lá da idade média, da qual se fundamentam dois princÃpios: o princÃpio da pluraridade, onde a pluraridade não deve ser determinada sem necessidade. e o princÃpio da parcimônia, onde não há por que fazer com mais o que pode ser feito com menos. juntos, estes princÃpios defendem que para duas explicações de um mesmo fenômeno, a mais simples, geralmente, é a correta.



